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Projeto Ornithos Educação Ambiental

1 - Concepção do Projeto
 
    É fundamental trazer a informação, refletir e criar condições de perceber o importante papel do homem no equilíbrio ambiental, indo desde o indivíduo à coletividade, objetivando aplicar os princípios e práticas sustentáveis. O Projeto Ornithos está situado em Morretes dentro dos remanescentes da Mata Atlântica, bioma rico em diversidade ambiental. Os idealizadores do Projeto Ornithos objetivam proteger, conservar e principalmente difundir seu valor e importância socioambiental por meio das atividades de Educação Ambiental.
 
   O projeto tem sua sede localizada no centro da cidade de Morretes, na colônia prainha. O website do Projeto Ornithos (www.ornithos.com.br) disponibiliza imagens ao vivo da fauna nativa, e com apenas dois anos de atividades virtuais, já alcançou um número de 500.000 visitantes de centenas de países usufruindo da tecnologia.
 
    A Política Nacional de Educação Ambiental define “educação ambiental” como os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Por meio do conhecimento aplicado em atividades de educação ambiental o Projeto Ornithos visa transcender a prática do “Birding” às escolas regionais, universidades, instituições de pesquisa científica e outros, proporcionando informações técnicas, material didático para professores e levando oportunidade de contatos mais próximos com a natureza.
 
 
1.2 - Breve Conceito de Educação Ambiental
 
    A Educação Ambiental nasce na década de 70 com uma conferência que, pela sua importância, entraria para a história, a Conferência de Estocolmo em 1972. A partir desta conferência deu-se início aos alicerces da legislação internacional do meio ambiente, cujas discussões sobre os grandes problemas ecológicos na época resultaram no consenso em proibir o armamento atômico, originando a "Declaração sobre o Ambiente Humano". A Conferência recomendou ainda a criação do Programa Internacional de Educação Ambiental – PIEA, destacando a Educação Ambiental como ferramenta para conter a crise do meio ambiente.
 
    Dois anos depois, no Encontro de Belgrado (1975) formularam-se os primeiros princípios e as orientações para o PIEA, como: a redução máxima dos efeitos danosos ao meio ambiente, reutilização de materiais, concepção de tecnologias eficientes e a necessidade da cooperação entre as nações, objetivando a melhoria da qualidade do meio ambiente e da vida de todas as pessoas.
 
    Em 1977 em Tbilisi, Geórgia, na I Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental foi definida seus princípios, características e estratégias. Este evento foi um marco na história da educação ambiental e até os dias atuais são utilizados os fundamentos conceituais elaborados neste encontro. A Tabela 1 a seguir demonstra a evolução da educação ambiental por meio de uma linha do tempo nos cenários internacional e nacional.
 
    *Ver Tabela 1 à direita.
 
    No Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, publicado na ECO 92, a Educação Ambiental é entendida como um processo dinâmico, em permanente construção, questionando a sociedade junto à sua tecnologia, seus valores e até o seu cotidiano de consumo, de maneira a desenvolver uma consciência ética sobre todas as formas de vida com as quais compartilhamos este planeta, respeitando seus ciclos vitais e impondo limites à exploração dessas formas de vida pelos seres humanos.
 
    No Brasil, a Lei Federal 9.795/99, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental define que educação ambiental são os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. A Tabela 2 mostra a definição dos tipos de educação ambiental abordados na legislação brasileira.
 
    *Ver Tabela 2 à direita.
 
   PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL (Art. 4º da LEI 9.795/99)
 
    I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo; 
 
   II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;
 
   III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;
 
   IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais; 
 
   V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo; 
 
   VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo; 
 
   VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;
 
    VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.
 
 
OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL (Art. 5º da LEI 9.795/99)
 
    I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;
 
    II - a garantia de democratização das informações ambientais;
 
    III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social;
 
    IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;
 
    V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;
 
    VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
 
    VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade.
 
    A Educação Ambiental, conforme prescreve a Lei n. 9.795/99, é um dos principais instrumentos de transformação da sociedade, pois promove a participação de todos os cidadãos nas questões inerentes à conservação do Meio Ambiente, permitindo a aculturação e adoção de medidas que promovam o desenvolvimento responsável.
 
______________________
 
    TRANSVERSALIDADE é a forma de organização do trabalho didático, na qual o Meio Ambiente pode ser integrado a todas as áreas convencionais da educação.
 
   INTERDISCIPLINARIDADE é a definição dada à integração de dois ou mais componentes curriculares na construção do conhecimento. A abordagem interdisciplinar das questões ambientais implica utilizar a contribuição das várias disciplinas (conteúdo e método) para construir uma base comum de compreensão e explicação do problema tratado e, desse modo, superar a compartimentação do ato de conhecer, provocada pela especialização do trabalho científico.
 
 
1.3 - Educação Ambiental e as Redes na Internet
 
    Educadores ambientais cada vez mais trabalham com as ferramentas da internet para expandir e ampliar a educação ambiental, encontrando-se facilmente em redes sociais diversas, blogs, comunidades, vídeos e cursos on-line. São inúmeras atividades, desde voluntariados à institucionais, que difundem experiências, conhecimentos e valores importantes para mobilização e formação dos internautas.
 
    A Internet favorece o trabalho conjunto entre professores e alunos de uma forma cooperativa. Por meio do Projeto Orninthos, será possível realizar a participação de uma pesquisa em tempo real, de um projeto entre vários grupos, abordando diversas problemáticas da atualidade.
 
    É importante neste processo dinâmico e interdisciplinar, utilizar os variados recursos, abordar as diversas matérias e assuntos envolvidos, desde a informática, idiomas, ciências, história, meio ambiente, etc. integrando todas as dinâmicas tradicionais com as inovadoras, promovendo o encontro presencial com o virtual.
 
    Sobre a educação ambiental, conforme afirma José Manuel Moran (2011), especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância, a Internet é uma mídia que promove a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. Essa motivação aumenta se o professor a faz em um clima de confiança, de abertura, de cordialidade com os alunos. Mais que a tecnologia o que facilita o processo de ensino-aprendizagem é a capacidade de comunicação autêntica do professor, de estabelecer relações de confiança com os seus alunos, pelo equilíbrio, competência e simpatia com que atua.
 
    Toda essa riqueza de interação, as variadas trocas com outros colegas e professores, se bem sucedidas, aumentam a aprendizagem de formas incalculáveis, um resultado maravilhoso que a ferramenta da internet traz ao âmbito escolar possibilitando despertar uma consciência critica na sobre as questões ambientais, a partir de um trabalho dirigido e orientado à comunidade escolar.
 
 

 
    1 - Concepção do Projeto





 

 

 
Tabela 1: Linha do tempo na educação ambiental
ANO
CENÁRIO INTERNACIONAL 
CENÁRIO NACIONAL 
1972
Conferência de Estocolmo - Discussão do Desenvolvimento e Ambiente, Conceito de Ecodesenvolvimento. Recomendação 96 Educação e Meio Ambiente
 
1974
Seminário de Educação Ambiental em Jammi, Finlândia - Reconhece a Educação Ambiental como educação integral e permanente.
 
1975
Congresso de Belgrado - Carta de Belgrado estabelece as metas e princípios da Educação Ambiental
 
 1975
Programa Internacional de Educação Ambiental - PIEA
 
 1976
Congresso de Educação Ambiental Brasarville, África, reconhece que a pobreza é o maior problema ambiental.
 
 1977
Tbilisi – 1ª Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental
 
 1979
San Jose – Seminário sobre Educação Ambiental para a América Latina.
 
 1987
Moscou – Congresso Internacional sobre Educação e Formação Ambientais.
 
 1888
Buenos Aires – Seminário Taller Latinoamericano de Educación Ambiental.
 
 1991
Lançamento da “Estratégia para o Futuro da Vida”, e do “Cuidando do Planeta Terra” – pelo UICN, PNUMA e WWF.
Brasília – Encontro Nacional de Políticas e Metodologias para a Educação Ambiental. Encontros Técnicos de Educação Ambiental por Regiões.
 1992
Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.
Foz do Iguaçu – I Encontro Nacional dos Centros de Educação Ambiental.
 1992
Rio de Janeiro – ECO 92 – a Educação Ambiental permeia toda a Agenda 21 e confirmam-se as recomendações de Tbilisi para a Educação Ambiental (enfoque na interdisciplinaridade).
Rio de Janeiro – ECO 92
 1997
 
Brasília – I Conferência Nacional de Educação Ambiental (CNEA).
 1998
Tessalônica – Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade: Conscientização Pública para a Sustentabilidade, e publicação do texto “Educação para um futuro sustentável”.
 
 1999
Lançamento da revista “Tópicos en Educación Ambiental”, editada no México.
Lei 9.795/99, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.
 2002
Resolução 254 da Assembléia Geral das Nações Unidas, declarando 2005 como o início da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.
Lançado o Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis (SIBEA). Decreto Nº 4.281/2002. Regulamenta a Lei que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.
 2003
 
I Conferência Nacional do Meio Ambiente – CNMA.
 2004
Venezuela – Elaboração do plano de implementação do PLACEA.
V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, lançamento da “Revista Brasileira de Educação Ambiental” e criação da Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental - REBECA.
 2005
Portugal – XII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental.
 
Fonte: MMA, 2001 (modificado)
 

 
Tabela 2: Tipologia da educação ambiental
TIPO
DESCRIÇÃO
Formal (ou institucional)
Processada em uma instituição (escolar ou não), a partir de um programa ou currículo estruturado. Recentemente esse âmbito vem se dividindo em: Formal Presencial, quando há interação direta entre educador e educando. Formal Não-Presencial, onde se inserem as propostas de Educação Ambiental à distância, com o uso de módulos, CDs, livros, sites e outros.
Não Formal
Quando o principal espaço de trabalho é a comunidade e suas unidades vitais (inclusive a escola). Exige mais tempo e possui várias dificuldades de realização, em função das especificidades locais.
Informal
Não tem um âmbito de atuação específico. Destina-se a ampliar a conscientização pública, por meios de comunicação de massa como jornais, panfletos, cartazes, filmes, internet, programas de rádio e TV e outros. Pode concretizar-se em qualquer lugar e se realizar por meio de ações pontuais, sem um compromisso maior de durabilidade.
Fonte: Brasil, 1999
 


 

Visando a segurança dos estudantes o Projeto Ornithos
criou o website Ornithos na Escola.

Livre de anúncios e links externos Ornithos na Escola conta com o auxílio de pesquisadores, professores
e alunos no desenvolvimento de seu conteúdo.



 

Caixa-ninho com filhotes de Papagaio-da-cara-roxa
(Amazona brasiliensis) em projeto para conservação da espécie.
Ilha Rasa - Paraná - Brasil
 
 

Papagaio-da-cara-roxa (adulto)
 





Realização:
 
                                                                                      
 
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